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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

À Conversa com... Vanessa Silva

18.08.17Publicado por O Informador

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Vanessa Silva é uma das melhores vozes nacionais do nosso país mas nem sempre o seu talento tem sido reconhecido. Multifacetada em palco e exigente como um bom profissional tem de ser, Vanessa tem conquistado o público por onde tem passado ao longo de mais de duas décadas de carreira onde além de trabalhar com nomes de excelência como se tornou, ganhou amigos e encontrou o amor ao lado do bailarino Pedro Bandeira. Sem ter medo de arriscar e mudar, Vanessa tem seguido os seus sonhos e é por isso que de Portugal para o Mundo a artista é nossa mas tem conquistado os aplausos internacionais através do seu trabalho que vai já para além dos palcos nacionais, percorrendo mares em aventuras pessoais que mostram a verdadeira essência que um profissional de qualidade tem na sua arte. 

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Estreou-se nas lides artísticas bem cedo ao tentar a sorte em programas como Chuva de Estrelas e Cantigas da Rua da SIC mas foi através da entrada em Academia de Estrelas, na TVI, que deu os derradeiros passos junto do público. Que sonhos tinha a Vanessa antes de pisar os palcos televisivos e o que já havia sido feito antes destas experiências?

Bem, essa pergunta é mais ou menos verdade... É verdade que a Academia me expôs mais, dado ter sido um reality show, mas antes da Academia já tinha feito parte do elenco  do “Cantigas de Maldizer” na SIC , em 1998/99, e do “Sábado à Noite “ na RTP, em 1999|2000, ambos tiveram a duração aproximadamente de um ano, e foram antes da academia. Antes disso e como disseste e muito bem, concorri a uma série de programas, já tinha a minha banda de bares e tocávamos quase todos os dias , sendo que também ainda andava a estudar.

 

Se existisse agora nova oportunidade para entrar num reality que envolve-se aprendizagem como aconteceu na altura com Academia de Estrelas voltava a arriscar sabendo como o modelo de programa está alterado neste momento?

Não, de maneira nenhuma... Não que ache que não tenho nada a aprender, antes pelo contrário, mas dados os moldes dos programas, acho que ao fim de 23 anos de trabalho, se calhar já me podia sentar na cadeira dos júris/mentores...

 

Na Academia alcançou o terceiro lugar e foi a partir daí que começou a ser convidada para integrar vários projetos, tendo sido durante anos, um dos rostos residentes das manhãs da SIC onde fazia o que melhor sabe fazer, cantar. Quando saiu do formato matinal sentiu que tinha de o fazer porque existia outros projetos para abraçar ou foi um pouco empurrada para deixar o programa?

No fundo um pouco dos dois. As manhãs deixaram de ter cantores residentes, e eu nunca parei de fazer outras coisas ao mesmo tempo, fiz espetáculos musicais como “Esta Vida É Uma Cantiga”, “High School Musical”, “Fame”, etc, então foi só o fechar de um ciclo, no fundo.

Animais abandonados

17.08.17Publicado por O Informador

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Meio da tarde, tudo a decorrer dentro do normal, duas colegas começam a falar alto porque na rua um casal numa auto-caravana acabava de abandonar dois cachorros junto à entrada da empresa. 

Um casal asiático, que estaria certamente de passagem pela zona, deixou estes pequenos cachorros, com pulgas e carraças, junto ao portão da empresa. Quando os fomos buscar, tivemos de os tirar debaixo dos carros porque ficaram com medo e fugiram, mas rapidamente vieram ao chamamento e lá os levamos para o interior da empresa. Água numa caixa, comida «e agora» o que lhes fazemos?

Estava fora de questão ficarem no pátio e tornarem-se os animais de estimação, perguntamos se alguém os queria e ninguém se mostrou interessado na adoção. Tínhamos que arranjar uma solução e a mais rápida foi a de ligar para o canil de onde afirmaram que não recebiam mais animais por estarem lotados. Ligou-se à GNR que deslocou ao local uma patrulha que recolheu os dois irmãos caninos e lá os levou. Disseram-nos que os iriam levar ao canil e que ao serem pequenos acreditavam que fossem facilmente adotados. 

Esperemos que estes pequenos cachorros abandonados em plena época de Verão tenham a sorte de arranjarem uns donos que os estimem. Mas também existe sempre a hipótese negativa de um dia serem abatidos como tantos outros. Esperemos que não!

Perigo desnecessário

15.08.17Publicado por O Informador

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Há dois meses que passo numa estrada em que logo reparei que existia um poste de eletricidade em condições menos próprias para ainda não ter sido substituído, tal como pode ser visto na imagem. Pergunto-me como é que a Câmara Municipal de Alenquer ainda nada fez para que esta situação tivesse sido resolvida. 

Certamente este incidente terá ocorrido após algum embate de um veículo com alguma velocidade e desde ai tentaram deixar o poste tal e qual como ficou, com a segurança a deixar muito a desejar. Está bem que o sustento do peso continua lá, mas meio forçado e abalado. 

Agora se a responsabilidade camarária nada fez ainda, será que os moradores, com casas mesmo encostadas ao poste ainda não se queixaram? É que mais dia menos dia ainda alguém volta a chocar com o que está inseguro no seu lugar ou as ventanias que se fazem sentir de forma mais forte por vezes ainda podem ajudar à queda daquele bloco de cimento que se encontra neste momento a entrar em fase de risco.

Acho uma autêntica irresponsabilidade dos orgãos competentes que já deviam ter atuado nesta situação que se encontra pelo menos nestas condições há pelo dois meses, mas certamente que várias semanas ou mesmo meses se poderão juntar ao tempo em que comecei a passar naquela estrada. É a velha questão do «deixa andar» até acontecer alguma coisa!

Aprender a Ler

14.08.17Publicado por O Informador

As pessoas que sabem que leio com bastante frequência volta e meia lá acabam por me perguntar como consigo passar tanto tempo a ler porque tentam e não chegam ao ponto de quererem continuar no dia seguinte a fazer o mesmo. Geralmente tento apelar à leitura com alguns códigos de comportamento literário que sigo desde sempre. 

Primeiro é necessário a pessoa pegar num livro e não estar a pensar que é uma perda de tempo a sua leitura. Isso é o passo mais importante porque sem vontade não vale a pena fazer nada. Segundo, para ler é para estar concentrado, não digo que não me disperse com o telemóvel, conversa ou televisão, mas tento dar maior ênfase ao livro para conseguir entrar na sua história, não estando a ler somente porque sim ou como sendo uma obrigação para afirmar que li mais um livro. Uma outra sugestão é tentar, antes de levar o livro consigo, perceber qual o estilo que na altura pode chegar com maior facilidade à mente para conquistar e querer continuar a leitura para chegar ao seu final o quanto antes. 

Não existe o ler somente porque sim, tem de se criar vontade e hábito. Quem não tem o hábito literário consigo poderá ser um pouco complicado de início criar a rotina de passar uns ligeiros minutos diários, não são necessários muitos numa primeira fase, mas tentar sempre ler alguma coisa. Pegar num livro e pensar que no espaço de um mês terá de ser lido. Se o conseguir ótimo e se o fizeram com satisfação melhor ainda. No mês seguinte e começando a ganhar hábito com horários, antes de deitar, por exemplo, ou na pausa pelo trabalho, é começar que o tempo que é dedicado à leitura fale por si e não se restrinja ao tempo predefinido de início para os livros.

Vencedores dos convites duplos para Ainda Falta Aqui Qualquer Coisa [14.08.2017]

13.08.17Publicado por O Informador

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Falta Aqui Qualquer Coisa estreou em 2015 e o sucesso do espetáculo foi tal que dois anos depois a ArtFeist apresenta no Auditório do Casino Estoril o reformulado Ainda Falta Aqui Qualquer Coisa. 

Uma comédia musical que todas as Segundas-feiras leva Carlos Moura, Mário Bomba, João Dias, Paulo Cintrão, Ricardo Karitsis e o maestro Nuno Feist ao palco para que ao longo de mais de hora e meia de improviso encadeado com texto batido arrancam boas gargalhadas ao público que assiste a este divertido espetáculo.

As Segundas-feiras são assim dias de sessão de Ainda Falta Aqui Qualquer Coisa no Auditório do Casino Estoril e cinco leitores do blog que participaram no passatempo que esteve disponível pelos últimos dias vão amanhã, 14 de Agosto, pelas 21h30, assistir a esta comédia onde falta sempre qualquer coisa. 

Medo e Poder

13.08.17Publicado por O Informador

Existem atitudes e comportamentos sobre os quais não concordo e não percebo. O que levará uma pessoa a não poder combinar nada com os seus amigos porque não sabe se a sua cara metade andará por perto ou estará por casa? Que medo existirá para não se poderem organizar de livre vontade, em pleno século XXI, porque a outra pessoa não gosta que alguém se divirta consigo ou sem si?

O medo que uma figura consegue meter noutra é um caso estranho. Como é que alguém se pode submeter às vontades de outra pessoa quando essa criatura faz tudo o que quer, como quer e bem entende sem pedir ou permitir sequer uma opinião? Ninguém nos dias que correm manda na companhia que escolheu para a vida mas o que é certo é que muitas mentes ainda vivem num passado onde mostram que têm o poder sobre os outros que se deixam levar pelo hábito e somente para não se imporem uma vez na vida e mudarem de vez a rotina que se deixam ter onde parecem marionetas, onde só fazem o que alguém quer, ordena e mostra mal-estar se for contrariado. 

Ora bolas, que mostre mesmo mal-estar se não gostar de alguma coisa porque ninguém tem o direito e muito menos o dever de mandar em alguém. Quem poderá dizer a que horas a outra pessoa pode sair de casa, se pode ou não abrir uma janela, ir ao supermercado, falar com as pessoas, dar um passeio, etc. Estamos num mundo livre, numa sociedade onde não existem restrições entre marido e mulher e onde cada um tem vontade própria e poder de decisão. Quem ainda se deixa ordenar e levar a vida somente como o outro quer e deseja sem se impor para alterar um mau hábito de anos?

Nula lavagem

12.08.17Publicado por O Informador

Não sei se sou caso raro mas quando lavo o carro, por aquelas lavagens automáticos que existem como formigas por ai, tenho o cuidado de passar com a água por todo o lado, de cima a baixo, tendo especial atenção à parte baixa das portas laterais. Lavo com água e detergente, passo água e depois o brilho. Tudo perfeito antes de seguir viagem. Então não é que se parar o carro logo de seguida e esperar que escorra, a parte baixa das portas está suja que nem parece que lá passou água?

O carro é preto (bem que me avisaram para comprar de outra cor) e dizem-me que nos carros assim escuros fica sempre sujidade se não se passar com um pano ou escova ao longo da lavagem. Mas esqueço-me e tenho sempre esperança que «desta vez» tudo ficará lavado e sem manchas de terra e pó. Não fica, por mais que tente e passe com a mangueira, nada muda. 

Peço desculpa! Let The Sunshine In [11.08.2017]

11.08.17Publicado por O Informador

Peço desculpa a todos os que se inscreveram no passatempo Let The Sunshine In [11 de Agosto de 2017], mas coloquei na cabeça que a sessão em sorteio seria para Sábado, dia 12, e deixei passar o prazo para fechar o acesso às participações. Agora que ia encerrar o questionário para atribuir os vencedores é que cai na realidade que a sessão que esteve em sorteio era a de hoje, não dando já tempo para atribuir os convites e lançar a lista com os nomes vencedores para que consiga entrar em contacto com a bilheteira que pede a lista com umas horas de antecedência, como é compreensível.

Isto nunca me aconteceu, mas os erros também surgem e assumo-o aqui. Deixo já a mensagem que se existir próxima sessão em sorteio para este mesmo espetáculo que todos os que se inscreveram desta vez entrarão em concurso, fazendo uso do mesmo questionário para que não percam a vossa hipótese.

Mais uma vez peço desculpa pelo sucedido, mas nos apontamentos do blog marquei o dia 12 e não o 11, acabando por correr mal essa falha.

À Conversa com… Diogo Garcia

11.08.17Publicado por O Informador

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Diogo Garcia já fez cinema e televisão mas é no teatro onde pode ser visto com maior frequência, fruto do amor pela arte e das oportunidades que têm surgido na sua carreira. Com espetáculos para miúdos e graúdos no processo de crescimento enquanto ator, este jovem ainda tem muito para percorrer no mundo da representação onde cada momento serve para ajudar a ganhar conhecimento e criar laços que ficam para a vida.

Convido-vos a conhecer um pouco do seu percurso e dos projetos que mais marcaram o Aladino dos palcos nacionais!

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Gostaria que o Diogo se apresentasse ao público em geral que ainda não teve contacto com o seu trabalho.

Ora bem... Então o Diogo é um rapaz cheio de sonhos, um ator com uma maluqueira saudável em palco e na vida, por vezes em excesso, que preza a verdade em cena e fora dela.

 

Atualmente tem sido uma presença assídua dos palcos nacionais, mas até atingir o início de um sonho, que caminhos foram percorridos?

(Assídua acho exagerado) Foram audições em cima de audições, muitos "não", trabalhos fora da área, muito estudo, muitas alegrias e pouco choro, mesmo em situações de maior aperto. A persistência é o fator essencial e a sorte dá trabalho. Não tive medo de "bater à porta" e dizer "Olá, sou ator e estou disponível para trabalhar". Com o tempo aprendi a ter "lata".

O Homem Que Mordeu o Cão - 20 Anos: Uma Vida de Cão

10.08.17Publicado por O Informador

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Dia 06 de Outubro de 2017 será a data em que Nuno Markl tem vinte bons motivos para comemorar. Isto porque a criação de O Homem Que Mordeu o Cão completa 20 anos nesse mesmo dia e como existem bons motivos para celebrar, eis que um espetáculo bem especial está a ser preparado para presentear o público pelo Coliseu de Lisboa.

Nuno Markl, a equipa das Manhãs da Rádio Comercial e um lote de convidados, a divulgar pelas próximas semanas, irão subir ao palco do Coliseu de Lisboa pelas 21h30 para celebrarem os 20 anos de um dos maiores sucessos da rádio que passou também pelos palcos, televisão, livrarias e ficou na memória. 

A 06 de Outubro de 1997 começava a aventura onde um estranho noticiário ia para o ar nas manhãs da rádio com notícias tão bizarras que acabaram por criar uma forte ligação com os ouvintes que ainda hoje recordam O Homem Que Mordeu o Cão como um dos melhores produtos de humor produzidos e que um maior número de seguidores e ouvintes foi conquistando. 

Convites duplos para Ainda Falta Aqui Qualquer Coisa [14.08.2017]

09.08.17Publicado por O Informador

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Falta Aqui Qualquer Coisa estreou em 2015 e o sucesso do espetáculo foi tal que dois anos depois a ArtFeist apresenta no Auditório do Casino Estoril o reformulado Ainda Falta Aqui Qualquer Coisa. 

Esta comédia musical estreou no passado dia 10 de Julho para uma temporada de Verão e as Segundas-feiras tornaram-se assim especiais. Com Carlos Moura, Mário Bomba, João Dias, Paulo Cintrão, Ricardo Karitsis e o maestro Nuno Feist ao piano, esta produção promete arrancar muitas gargalhadas ao público que se deixa levar ao longo de hora e meia pelos humoristas cantores de serviço através de um espetáculo onde o improviso é a alma de praticamente duas horas de boa disposição.

As Segundas-feiras são assim dias de sessão de Ainda Falta Aqui Qualquer Coisa e sabes que mais? Na próxima tu podes assistir a este espetáculo. Pois é, dia 14 de Agosto, pelas 21h30, podes soltar umas boas risadas com esta comédia musical. Para isso basta seguir os passos que se seguem...

Ainda Falta Aqui Qualquer Coisa [ArtFeist]

09.08.17Publicado por O Informador

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Os humoristas Carlos Moura, Mário Bomba, João Dias, Paulo Cintrão e Ricardo Karitsis juntaram-se ao maestro Nuno Feist para levarem a cena a continuidade do sucesso Falta Aqui Qualquer Coisa. Desta vez o público é presenteado com Ainda Falta Aqui Qualquer Coisa, isto porque existe sempre algo a dizer sobre tudo e mais «qualquer coisa».

Em cena nos serões de Segunda-feira pelo Auditório do Casino Estoril, esta comédia musical de improviso serve como uma almofada de boa disposição para começar da melhor maneira a semana. Com textos encenados em menor escala e com o recurso total ao improviso que é sustentado pela ajuda do público, este espetáculo consegue ser visto de sessão para sessão porque tem o bónus de nunca ser igual, dependendo de quem se sentar na plateia com as suas sugestões sobre os temas mais variados que vão sendo questionados pelos humoristas que usam assim as deixas da assistência para fazerem texto e brincarem com as mais variadas situações. 

De convidados inesperados ao cinema, passando pelo quotidiano de qualquer um e sem esquecer o profissionalismo de qualquer cidadão comum, Ainda Falta Aqui Qualquer Coisa é daqueles espetáculos que vive do momento, existiu uma linha a seguir, mas onde o imprevisto dá azo às situações mais inesperadas e inusitadas em cima do palco ou junto da plateia que passa assim praticamente duas horas em boa companhia com humoristas que se ajudam mutuamente para seguirem em frente porque o tempo está contado e é necessário levar por vezes com um tiro inesperado para despachar uma cena mais longa. 

Convites duplos para Let The Sunshine In [11.08.2017]

08.08.17Publicado por O Informador

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O Auditório do Casino Estoril recebe ao longo deste Verão a loucura dos anos 60 através do novo musical da ArtFeist, Let The Sunshine In! E mais uma vez tens a oportunidade de assistir a este espetáculo de forma gratuita!

Let The Sunshine In é a nova produção dos manos Feist que celebram assim os grandes temas dos anos 60. Contando com Henrique Feist, Diogo Leite, Daniel Galvão, Valter Mira e o regresso aos palcos nacionais de Vanessa Silva, este espetáculo tem direção musical a cargo de Nuno Feist. 

Para todos poderem apreciar Let The Sunshine In tenho cinco convites duplos para oferecer aos leitores do blog. A sessão a que se destinam é a da próxima Sexta-feira, 11 de Agosto, pelas 21h45, e a corrida é muita para se ser um dos vencedores e poder assim apreciar em boa companhia este musical. 

Refeições de moleza

07.08.17Publicado por O Informador

As recordações de infância são sempre uma mistura de bons e maus momentos da altura que se refletem em boas ideias sobre o que nos foi acontecendo. Na verdade percebo aos trinta que tive uma infância feliz, com pais que me amam, com uma família que sempre me deu mimo e com uma curiosidade e rebeldia de criança que em casa era uma coisa e na rua perante a sociedade era outra. 

Hoje apetece-me comentar o facto de ser um autêntico caracol no que toca a refeições. Lembro-me tão bem dos tempos de escola primária em que ao longo de uma hora ia até casa para almoçar, o que sempre foi bom por viver na terrinha, e conseguia demorar todos aqueles sessenta minutos a comer. Não, não era porque o prato estava cheio demais, era sim porque até mais ou menos aos dez anos era um molenga de primeira para comer. Demorava eternidades a tomar uma refeição, tentavam que comesse sozinho mas para o fim da hora já me tinham de ajudar para que não voltasse para as aulas de estômago vazio. Conseguia sentar-me à mesa e ficar a olhar para o prato, escolhendo o que colocar no garfo e nada levar até à boca para me despachar. Claro que aquela hora raramente acabava bem porque a vontade de comer era pouca, depois começavam a ralhar, ajudavam e por vezes acabava mesmo por apanhar uma lambisca para tentarem que comesse alguma coisa de jeito. E quando era peixe então tudo se tornava bem pior, uma autêntica tortura. 

Hoje envergonho-me dessa má fase que dei aos meus pais que se viam aflitos para que conseguissem fazer-me comer alguma coisa mas lembro-me daquelas inúmeras situações em que sentado numa mesa branca redonda ficava de olhos postos no prato e de boca fechada.