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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

Aumentos para 2017

E não é que vamos iniciar 2017 com vários aumentos? Como se isto fosse alguma novidade!

São os combustíveis, são os transportes públicos, as portagens, os refrigerantes e o tabaco, mas este último não importa. 

Iniciamos o ano com a subida dos preços do que ajuda a fazer girar o mundo, consequentemente levaremos também com subidas no supermercado porque, segundo as constantes explicações para tais aumentos, existem mais gastos com o transporte da mercadoria. 

Adeus 2016!

Chega agora ao fim um ano de instabilidade onde poucos desafios me foram colocados pela frente. A nível pessoal e profissional as ideias de ordem foram manter, sobreviver e circular com calma, já pelo blog a escadaria voltou a surpreender e novos degraus foram atingidos, pretendendo não voltar atrás em recuos não desejados. 

De Janeiro a Dezembro os dias de blogger contaram sempre com novos textos, partilhas e comentários dos mais variados estilos e nem sempre de acordo com o que os leitores pensam, mas não irei mudar a forma de ser e estar na vida por ninguém, tal como não acho aceitável o fazerem por mim para que me agradem. Cada qual tem a sua forma de sentir as coisas e é com as diferenças que vamos crescendo. O blog tem feito o seu caminho diariamente, com leitores que acabam por ser visitas diárias onde os destaques nos blogs Sapo e mesmo no portal universal Sapo fizeram-se sentir. As parcerias literárias e teatrais que já existiam mantiveram-se e ainda foram acrescentados nomes nesse tipo de iniciativas que têm vindo a fortalecer o caminho junto dos leitores do blog também. Para além dos livros, do teatro e dos espetáculos também a descoberta pelo universo Odisseias foi conquistado pelos últimos meses do ano, numa ideia que ajudou também a aproximar o blog de novos seguidores, quer diretamente na página como também pelas redes sociais associadas ao mesmo. 

O Informador tem caminhado ao seu ritmo, o ritmo que um trabalhador dependente também consegue fazer as coisas sem descurar a sua vida privada e onde o tempo sempre é um bem necessário também. Quem tem seguido o blog percebe que o faço por gosto e dedicação ao longo de todos os dias do ano onde tento sempre por aqui passar com alguma coisa de novo, partilhando, comentando, mostrando, ridicularizando, patrocinando, destacando e tanta coisa que poderia por aqui agora acrescentar terminando em «ando». 

Tosse e Receitas Caseiras

Já é sabido que ando há dias engripado, no entanto agora só me resta a tosse seca, principalmente ao longo da noite. O que suscitou duas mensagens de seguidores do blog via Facebook com receitas caseiras que já adotei.

Uma colher de mel e uma colher de café, das pequenas, de orégãos, junta-se tudo e leva-se ao microondas para ferver, deixando depois arrefecer para tomar frio é uma das receitas que já coloquei em prática e embora o sabor não seja o mais agradável talvez tenha feito alguma coisa pelas horas seguintes, embora tenha de continuar a tomar este doce aromático. A outra, que já conhecia desde pequeno, é o xarope de cenoura e cebola. Já ando também a tomar, uma vez que os comprimidos e xaropes da farmácia não têm feito nada e foram até substituídos pelo farmacêutico que é praticamente médico aqui na zona.

Agora além das receitas caseiras sugeridas tenho um vaporizador bocal com sabor a tomilho para colocar duas vezes ao dia e uns outros comprimidos mais forte que os anteriores. Vamos lá ver se é desta que a tosse me deixa dormir uma noite em paz sem ter de acordar!

Andei à caçador!

Dizem que andar sem roupa interior é andar à caçador, não é? Pois, há umas semanas, quando ainda andava no ginásio, deixei boxers e meias em casa para trocar após o banho! Não dei por isso e o que aconteceu? Tive de me vestir com tudo à solta!

Pior que isto é que tudo aconteceu após o jantar e ainda tive um serão num arraial pela vila e depois disso ainda fomos a um outro evento. Andei em modo caçador um serão inteiro porque não quis vestir a roupa já suada, o que acho uma nojice! Ninguém deve ter dado por isso, claro! E quando cheguei a casa nem eu próprio já me lembrava que tirando as calças tudo andava à solta!

O esquecimento da minha mente acontece tanta vez! Volta não volta lá me esquecia de alguma coisa quando ia ao ginásio, mas da roupa interior já começava a ser rotina com probabilidades de uma vez por semana!

Vencedor de Raptos Políticos e Tomada de Reféns

Raptos Políticos e Tomada de Reféns, da autoria de Rui Neumann foi lançado há semanas através da coleção Compendium da Chiado Editora e O Informador lançou passatempo com a finalidade de oferecer um exemplar desta obra a um dos leitores do blog que participassem no desafio. A 29 de Dezembro, última Quinta-feira de 2016, este passatempo terminou e eis que será a Patrícia Dias a receber pelos próximos dias o exemplar que lhe calhou em sorte através do sorteio realizado a partir do sistema automático random.org. 

A falta das Meias

O Natal já lá vai e acabo de me lembrar de uma coisa! Há uns anos, talvez uns quatro ou cinco, que deixei de receber roupa interior como presente. É verdade, isso aconteceu mesmo!

As prendas começaram a mudar e as meias e boxers deixaram aos poucos de aparecer no interior de embrulhos mal amanhados. Qual o motivo disto acontecer? Eu sei! Eu sei! É que os presenteadores deste estilo de ofertas foram falecendo e as gerações mais novas souberam aos poucos não seguir o caminho que vinha a ser feito! 

Sentir

Sentir.jpg

Autor: Cristina Ferreira

Lançamento: Novembro de 2016

Editora: Contraponto

Páginas: 200

Classificação: 4 em 5

 

Sinopse: Sentir, de Cristina Ferreira, é um inspirador livro de memórias a que ninguém fica indiferente.

Cheio de revelações, tocado pela surpreendente magia da sua escrita, mostra o percurso de trabalho e sacrifício de Cristina na busca determinada pela realização de um sonho. 

«O passado não guarda só as memórias. É nele que se inscrevem as histórias que nos moldam e nos transformam. A sorte de uma família perfeita faz o resto. Muitos me perguntam como consigo, qual o segredo do meu sucesso. Talvez aqui encontrem respostas. Este livro é uma partilha muito pessoal dos meus momentos, do que fez a diferença na minha vida. Não é um romance, mas está cheio de amor. E também de algum desamor. As imagens tornam-se aliadas de uma memória que me foi passada ou que vivi. Não sou mais do que gente normal à procura do sonho. Nunca tive a pretensão da escrita, mas encontro nas palavras uma forma de me revelar. Cabe a cada leitor encontrar os seus momentos-chave. E neles descobrirá a sua chave do sucesso.»

 

Opinião: Cristina Ferreira não é escritora, é uma profissional de televisão, que se formou em comunicação social e que após vários anos em destaque no pequeno ecrã foi-se lançado em várias frentes, até que chegou Sentir, o livro que não é uma biografia, mas sim um desfiar de memórias e histórias que marcaram a sua vida. 

Nesta obra encontra-se uma Cristina, tal e qual como aparece no ecrã, com os seus momentos de coragem e onde a fortaleza necessária perante casos pesados por vezes acaba por desabar porque o seu intimo não permite uma máscara de boa disposição contínua. Em Sentir a apresentadora homenageia essencialmente os seus pilares onde a família é um forte alicerce para as suas conquistas, sem esquecer amizades de infância, conhecimentos de faculdade e amores profissionais que encontrou para a vida. Os pais, o filho, tios, primos, vizinhos, o amor da sua vida, Goucha e Júlia Pinheiro, o seu primeiro Manuel, as estacas e os rostos da feira da Malveira. A partir do momento em que a menina, que trocou as voltas aos pais que desejavam um menino, nasceu que todas as pessoas que a têm ajudado a crescer marcam presença nesta obra bem pessoal onde encontrei verdade e sentimento. Seguindo a carreira de Cristina percebe-se que realmente o que foi passado para o papel são os pensamentos memoráveis de uma sonhadora que tem lutado pelas suas conquistas, onde pedras apanhou pelo caminho mas que nunca a fizeram desistir. 

Curtas e Diretas #48

Anoiteceu e o que já apareceu? Aceitavam-se apostas, mas prefiro abrir já o jogo! É que a tosse seca que me tem apoquentado há três noites seguidas já começou a dar sinais de que não me irá deixar sozinho pelas próximas horas! É triste andar enrolado com este tipo de situações e não conseguir livrar-me destes ataques noturnos!

Atual leitura... Sentir

Cristina Ferreira rende e aliou-se das pessoas certas para saber ainda mais fazer render! Televisão, moda, blog, revista e desde Novembro livro, o Sentir que irei ler a partir de agora. Sabendo que Cristina não é uma escritora e não o tenciona ser, nesta obra pessoal estão as suas memórias, relatadas pela própria e não por um qualquer autor fantasma. Pelo que dizem nesta escrita encontra-se um pouco do que a apresentadora revela diariamente ao público e esse é um dos pontos que me fez querer ler Sentir, sabendo que aqui não existe um romance, um thriller ou um documentário mas sim um desabafo e contos reais de uma pessoa que cresceu e sonhou com o que tem atingido.

A Livraria

a livraria.jpg

Autor: Penelope Fitzgerald

Lançamento: Outubro de 2016

Editora: Clube do Autor

Páginas: 192

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: Florence Green vive numa pequena vila costeira, longe de tudo, e que se caracteriza sobretudo por aquilo que não tem, e decide abrir a primeira livraria da terra. Florence compra um edifício abandonado há anos, gasto pela humidade e com o seu próprio fantasma. Como se não bastasse o mau estado da casa, ela terá de enfrentar as pessoas da vila, que lhe demonstram a sua insatisfação com a existência da primeira livraria local. Só a sua ajudante, uma menina de dez anos, não deseja sabotar o seu negócio.

 

Opinião: Florence Green acredita que abrir uma livraria em Hardborough resolverá o seu problema para que consiga obter uma mudança de vida. Só que os impedimentos e mal estar que os habitantes da pequena vila revelam desde o início acabam para alterar o rumo das ideias sobre este investimento. A par de tudo isto existe também Mrs. Gamart, o homem forte do lugar que pretende usar o edifício adquirido por Florence para o transformar num centro de artes. Terá esta mulher capacidades para seguir em frente e lutar contra um sociedade fechada e que não vê com bons olhos a mudança?

Os valores pessoais e a persistência por se acreditar que os objetivos conseguem ser atingidos são os itens a destacar em A Livraria. Sonhos recheados de percalços que surgem através dos comportamentos e opiniões de quem passa e comenta a concretização e idealização de Florence sobre o seu projeto pessoal para servir com agrado uma comunidade que não vê com bons olhos o que lhes pode dar algo de bom no futuro através da leitura de boas obras.

Será que com tanto trabalho para que tudo dê certo existirá algo de bom para acontecer? Acredito que seja essa a ideia com que o leitor faz a leitura deste romance de Penelope Fitzgerald para se tentar perceber se a perseverança de Florece conseguirá dar frutos. Só que salto a salto, desaforo a desaforo, acabamos por ser conduzidos por um projeto de vida que tem um desfecho que fica de fora dos «finais felizes» da literatura mundial. Florence não consegue ver o seu objetivo totalmente concretizado e acaba por se ver abafada por quem se encontrava do outro lado da barrica e contra a abertura da livraria, tendo também as pessoas que se fizeram passar por suas amigas contra si a médio prazo. Esta é uma história que termina mal e a mostrar que nem sempre a esperança de colher bons frutos é sinómino de concretização pessoal e profissional. 

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