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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

Alterações alentejanas

Visito o Alentejo, zona de Évora, com maior regularidade de há seis anos para cá e desde então que a diferença nos campos se nota.

No início da década os terrenos pareciam meio abandonados, com culturas esporádicas aqui e acolá, sem existir uma continuação do que está a ser cultivado ou criado. Agora podemos andar por quilómetros e quilómetros e a criação de gado, principalmente de bovinos, parece ser o grande forte desta zona que já não se resume a criar vacas somente de uma espécie, a castanha. Nos dias que correm, além dos terrenos estarem maioritariamente cuidados, graças também aos subsídios do estado, a criação animal acontece e as vacas que são vistas pelas áreas agrícolas já não se ficam somente pelo tom acastanhado. As leiteiras, os touros escuros e os grandes bovinos de terras nortenhas já são criados também pelo Alentejo que se tem mostrado uma região de grande investimento do que melhor existe pela zona. Existe território a ser explorado e os seus proprietários já utilizam todo o espaço que têm ao seu dispor para diversificarem as suas apostas.

Curtas e Diretas #21

Estar de férias, com largos períodos com a televisão ligada pela casa onde estou e somente com os quatro canais disponíveis acaba por ser um verdadeiro tédio! Em casa talvez não me fizesse tanta confusão porque estou menos tempo presente e tenho internet à disposição, mas com estes períodos de pausa sem muito para se fazer por casa, sem internet e sem cabo é que se percebe em como os nossos canais generalistas estão podres!

Simpatia alentejana

De cada vez que visito a zona alentejana mais rendido vou ficando a estas terras pacatas e onde se respira tranquilidade. Tudo por aqui consegue encher a alma de uma pessoa!

As pessoas, os locais e o conforto que se vai sentido ao longo dos dias que por aqui se passa conseguem ser únicos. Acordar e espreitar um sol que vai para lá do horizonte e onde não existem correrias de veículos de um lado para o outro. Sair pela rua, distribuir sorrisos e acabar por dar dois dedos de conversa com quem vamos conhecendo de vista e sente curiosidade pelos visitantes da aldeia. Conhecer, mostrar interesse e dar a perceber aos outros a verdade, aquela verdade que nos faz sentir bem num local acolhedor e onde existe vontade de viver.

Confesso que nada me parece faltar por este interior onde nada me chateia e onde penso que conseguiria permanecer, no entanto percebo que nos dias que correm ainda seja cedo para acalmar de vez e fugir das zonas urbanas para viver num local onde existe necessidade de percorrer quilómetros para locais em busca de movimento.

Atual leitura... Santuário, The Loney

Andrew Michael Hurley é o autor de Santuário, o livro que nos pode remeter para diversos locais religiosos entre nós! Vencedor de vários prémios internacionais, entre eles o Costa Award como Romance de Estreia e o British Book Award, Santuário foi lançado entre nós pela Bertrand Editora e marca a estreia do seu autor que primeiramente lançou a obra numa edição limitada de somente 300 exemplares que rapidamente geraram bons comentários por parte dos leitores e da crítica, exigindo assim novas tiragens que rapidamente trilharam a obra para o sucesso. De 2014, ano em que foi lançado por Inglaterra, até Setembro de 2016, Santuário tem sido editado em diversos países e agora chegou a vez de Portugal receber este trabalho.

Está aqui apresentada a minha atual leitura que em breve será comentada com novo artigo aqui pelo blog! 

Recebe-me

Recebe-me.jpg

Autor: J. Kenner

Lançamento: Julho de 2016

Editora: Topseller

Páginas: 304

Classificação: 3 em 5

 

Sinopse: Ela nunca pensou que fosse perder o controlo da sua vida, mas o desejo dele levou-a à loucura. 

«Parte de mim acha que o devo seguir - que devo ir atrás dele e tomá-lo nos meus braços, segurando-o depois como se fosse uma criança, beijando-o e murmurando palavras doces até a dor desaparecer. Agora, as coisas mudaram. E desta vez é de mim que ele está a fugir.» 

Poderoso, ambicioso e extraordinariamente sexy, Jackson Steele era diferente de qualquer outro homem que Sylvia conhecera. Ele sempre teve tudo o que quis na vida e quando foi a jovem o alvo do seu desejo era óbvio que esta não conseguiria resistir-lhe. 

Tanto Jackson como Sylvia têm segredos, e as histórias do passado ameaçam seriamente o presente de ambos. A redenção chega na paixão e no desejo que os une, mas será isso o suficiente para que Sylvia se entregue plenamente a este homem poderoso? Será ela capaz de confiar em alguém pela primeira vez?

 

Opinião: Pela primeira vez na minha história literária peguei num romance erótico e parti à aventura por este estilo que é seguido maioritariamente pelo sexo feminino. Recebe-me, da autoria de J. Kenner, foi a obra que me conduziu pelos meandros de um romance que pensei que tivesse bem mais cenas eróticas. Afinal de contas o que Recebe-me tem a mais que um qualquer romance de outro autor que não coloca na descrição dos seus trabalhos o título «erótico»? Nada!

Recebe-me conduz o leitor pela vida de Sylvia, apaixonada por Jackson, e reflete assim uma relação tão normal como qualquer uma outra. Amor, gestos românticos, consolo, sacrifícios, invasão e chatice são os pilares deste amor que nem sempre parece ter o mesmo peso entre os seus dois protagonistas. Existirá espaço na verdadeira paixão para a mentira e omissão de factos? Os problemas terão de ser resolvidos entre quatro paredes numa longa noite de sexo? O passado conseguirá intervir com o presente?

Curtas e Diretas #20

Na gala do Secret Story de ontem tivemos direito a ver as últimas novidades sobre a Fanny, que se encontra grávida como concorrente da edição do reality show francês que já conta com dez temporadas. Além disso a Teresa Guilherme, que levou com várias diretas da concorrente Helena no final do direto, ainda falou com o Sr. Fernando, o pai da Fanny. Podiam ter mostrado as últimas da moça por França, mas existia necessidade do paizinho falar ao telefone e em direto?

Rótulos poéticos

Alguma vez haviam reparado nos rótulos das garrafas de vinho branco, tinto ou verde? Pois reparem e pensem em quantos poetas não existem espalhados por este país fora em busca da perfeição das palavras para que um simples rótulo de vinho fique tão inspirador como o líquido que é pretendido fornecer ao consumidor.

Verdadeiros poetas do vinho que se inspiram em todo o mundo vinícola que os rodeia. O vinho com tão bom gosto, ácido ou doce, frutado ou seco, forte ou suave, é sempre um bom companheiro de horas de conversa, de solidões frustradas ou necessitadas, mas acima de tudo um bom vinho acaba por ser um refrescante para a alma de quem só pretende saborear o que de bom vem da terra num momento para desfrutar e conseguir encontrar a paz.

Um bom vinho é sinónimo de Portugal e Portugal é também sinónimo de boa gastronomia, todo um território para ser explorado e visitado e também um país de mensageiros, poetas e fadistas. Afinal de contas entre vinhas e lagares, pipas e terrenos circulam por ai bons poetas.

Eutanásia

Uma questão que voltou ao pensamento através da leitura do livro Onde Estavas Quando Criei o Mundo?, da autoria de Artur Ribeiro, foi a eutanásia. Estará o nosso país atrasado em relação a várias comunidades mundiais sobre esta questão da morte por vontade própria e com recurso a ajuda hospitalar? Claro que sim!

A opção ao recurso à eutanásia já deveria ser de novo debatida entre a nossa classe política para que a eutanásia começasse a ser uma possibilidade num futuro próximo entre nós. Existem países em que a eutanásia é possível somente entre pessoas que sofrem fisicamente com doenças que causam dores agudas, sem qualquer possibilidade de melhoramento. Mas também existem países em que a eutanásia é feita de forma muito mais ampla e nesse caso já não consigo concordar. Aceito e sou defensor que o direito de escolha à morte programada deve e possa ser uma realidade, no entanto existem casos e casos, sempre a ser debatidos entre médicos, pacientes ou caso o paciente esteja praticamente em morte cerebral, com a família mais próxima e responsável pelo utente. Entregar uma vida à morte não é o suficiente para aceitar a eutanásia, devendo existir uma forte lei com bases e sem qualquer modo para que erros aconteçam. Pessoas que sabem que irão morrer devido a alguma doença prolongada e sem qualquer hipótese de cura têm o direito de recorrer à eutanásia mas só mesmo quando dores insuportáveis e momentos de desespero comecem a surgir. Jovens menores não podem sequer ter direito de escolha, estando nesse caso nas mãos de pais e entidades hospitalares o dever de escolha com o consentimento do menor caso esteja consciente em alguns momentos.

Atores sem respeito!

Incrível como ao assistir a um espetáculo de teatro com vários convidados do mundo da representação se consegue perceber facilmente em como existe uma grande falta de respeito das pessoas que fazem aos outros o que não gostam que lhes façam a si enquanto estão em cima do palco!

Como os famosos, neste caso os atores, conseguem estar na plateia, com tudo desligado e o espetáculo a ser representado de telemóvel ligado, com o ecrã a ofuscar quem está ao seu lado?! No início de cada sessão sempre é dito e pedido para que os telemóveis sejam silenciados ou mesmos desligados. Os atores em cima do palco incomodam-se e com razão ao verem o público com luzes aqui e acolá ligadas ou com o som de chamadas a fazer-se ouvir de vez em quando. Depois esses mesmos atores, quando estão sentados pelas cadeiras como público, conseguem ter a falta de caráter a tal ponto de cometerem exatamente as falhas a que não gostam de assistir. Isto é normal? Não, nada normal!

Atual leitura... Recebe-me

Desejo e Paixão são os dois principais ingredientes anunciados do livro Recebe-me, da autoria de J. Kenner, e lançado em Portugal pela Topseller. Este romance erótico é a minha atual leitura e espero que me surpreenda, já que é a primeira obra do género que tenho em mãos. 

Assim que terminar esta leitura logo revelarei a opinião sobre a mesma! Por agora suspiro «Recebe-me» e logo se verá como irá correr! 

Morte em Viena

morte em viena.jpg

Autor: Daniel Silva

Lançamento: 2006

Editora: Bertrand Editora

Páginas: 328

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: Restaurador de arte e espião ocasional, Gabriel Allon é enviado a Viena para descobrir a verdade por detrás do atentado bombista que vitimou um velho amigo. Ao fazê-lo, descobre algo que vira todo o seu mundo do avesso: um rosto, um rosto que parece assustadoramente familiar, um rosto que o gela até aos ossos e que o faz querer saber mais. 

Porém, cada descoberta que faz apenas suscita mais perguntas; cada camada que desvenda apenas mostra mais camadas por debaixo. Finalmente, começa a surgir uma imagem, e que é mais terrível do que ele alguma vez poderia pensar: um Mal que lança os seus tentáculos há mais de sessenta anos sobre milhares de pessoas e sobre os seus próprios pesadelos. Em breve, Allon descobre que terá de procurar não apenas um monstro, mas muitos. E os monstros estão espalhados por todo o lado…

 

Opinião: Após leitura de outras obras de Daniel Silva, há dois anos tentei ler Morte em Viena e por algum motivo deixei esta leitura e só voltei a pegar no livro quando achei que estava no momento certo. Erro meu!

Morte em Viena não me conseguiu cativar em nada e do início ao fim, sim porque resisti e não deixei a leitura de lado desta vez, não consegui encontrar o fio condutor desta obra que se encaixa no ciclo de três romances que convocam o tema do Holocausto de onde fazem parte O Assassino Inglês e O Confessor.

A boa escrita do autor é bem visível nesta obra, no entanto algo neste livro fugiu da leitura que fui fazendo e consegui aguentar as mais de trezentas páginas sem encontrar na verdade o significado desta história por onde me perdi em nomes, locais e épocas. Nada me fez sentido, mas por vezes existem livros com alturas para nos fazerem companhia e este por duas vezes não me conseguiu encontrar ou vice-versa.

Vencedores de Constelações [21-09-2016]

Após uma temporada de sucesso junto do público e crítica, o Teatro Aberto resolveu voltar a colocar Constelações em cena pela Sala Vermelha. Com Joana Brandão e Pedro Laginha em palco, Constelações é da autoria de Nick Payne e convida o público a viajar por vários e paralelos universos ao longo de todo o espetáculo!

O Informador que viu e gosta de partilhar bons momentos teatrais com os leitores do blog lançou passatempo com a atribuição de cinco convites duplos para a sessão de hoje, Quarta-feira, 21 de Setembro. Eis chegado o momento de revelar a lista dos vencedores sorteados através do sistema random.org. 

  • Isabel Corujo
  • Vasco Silva
  • Anabela Margaça
  • Ana Salomé
  • Maria Major

Muito Obrigado a todos os participantes e Parabéns aos vencedores! 

O Alentejo

Deitar cedo num serão pacato no seio alentejano é sinónimo também de acordar pelas primeiras horas da manhã, com o sol a espreitar e os animais, principalmente os galos e rolos, a lembrarem todos os humanos, que se encontram pelas suas proximidades, de que já é dia e horas de levantar.

Um acordar preguiçoso, com olhos meio abertos, esticar pernas e braços antes de dar o pulo para poder calçar chinelos e começar a fazer a primeira e rápida higiene diária. Tudo aqui tem o seu tempo, nada exige pressa, para mais quando a juntar ao espírito de paz e sossegado ainda existe o fator férias a completar o ramalhete. Pequeno-almoço é preparado enquanto as novidades pelas redes sociais e também pelas aplicações da imprensa vão sendo obtidas. Existe tempo para comer com calma, sentar e desfrutar de uma tigela de flocos de cereais e umas torradas, o que no dia-a-dia acaba por ser uma perda de tempo para quem abre os olhos e faz tudo a correr para ir trabalhar logo de seguida. No Alentejo isso não acontece! Tudo tem o seu tempo, não importa se o pequeno-almoço é mais demorado ou não, o que importa é ficar de estômago cheio e confortável para umas horas de descanso, com um passeio matinal pelas ruas pacatas da aldeia e onde o «bom dia» não é deixado de lado. Aqui, todos se cumprimentam, residentes ou visitantes, nacionais ou estrangeiros. Existem boas maneiras entre a população que gosta de receber quem por cá passa.

Um bom descanso é feito numa aldeia alentejana sem pressões, sem trânsito e com as correrias distantes. Mesmo de férias pelos centros urbanos todos andam a correr, não se conseguindo ter um verdadeiro momento de paz e reflexão para que se consiga desfrutar do momento. Aqui não, tudo é feito com tempo, com calma e existe verdade através de palavras que são proferidas porque estão na educação das pessoas, não por qualquer ato de obrigação para com o próximo.

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