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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

A Única Mulher

06.04.16Publicado por O Informador

No início, já lá vai mais de um ano, era uma novela romântica onde o amor andava no ar entre Portugal e Angola, existindo maldade, como é típico de um produto de ficção do género. Nos dias que correm, A Única Mulher, com quatro centenas de episódios em cima e a base inicial já deixada há muito de lado, continua a revelar-se um sucesso de audiências e um produto policial onde o crime e maldade estão sempre na mó de cima. 

Com uma autora que não deixa histórias sem explicação e onde o que parece hoje poderá não ser amanhã mas com uma boa explicação, a produção da TVI tem dado cartas entre nós e não só, continuando em altas, com uma história sempre em movimentos, com raptos e mais raptos, crimes e perseguições, mistérios e arranhões. Em cada episódio sempre existe algo a acontecer para que o público fique agarrado para o que se seguirá, existindo um verdadeiro produto pensado e que aos poucos foi adaptado para o que em casa se queria ver, deixando o romantismo para segundo plano. 

Há algum tempo que a nossa ficção deu o salto para a qualidade, mas em termos de escrita e de narrativa agora as produções encontram-se em cima e perante o que o telespectador quer assistir. Agora sim, com A Única Mulher a ser gravada quase em cima do que está a ser transmitido, existe a noção por parte da direcção do produto do que tem de ser feito e que caminho a seguir. Isto sim é trabalhar a pensar no público e acima de tudo nas audiências que rentabilizam qualquer produto!

Numa Floresta Muito Escura

06.04.16Publicado por O Informador

numa floresta muita escura.jpg 

Autor: Ruth Ware

Data: Abril de 2016

Editora: Clube do Autor

Número de páginas: 328 páginas

Classificação: 5 em 5

 

Opinião: O suspense está marcadamente destacado em Numa Floresta Muito Escura, o livro que me conseguiu conquistar do início ao fim. Sem qualquer vontade de paragem na leitura, esta obra de Ruth Ware é aquele livro que marca pela forma como as personagens, principalmente Nora, conseguem chegar junto do leitor através da narrativa que vai descrevendo os acontecimentos do passado e presente que marcaram e marcarão para sempre a sua vida solitária. 

Lançado em Portugal pela editora Clube do Autor, nesta obra a premissa de uma despedida de solteira surge de forma inesperada em alguns dos convidados que são levados até uma casa de campo, isolada da aldeia mais próxima. A partir do momento em que os dez anos de afastamento entre Nora e Clare, a noiva, tentam ser colocados de lado, começa a aventura que mudará o rumo das coisas. 

Este é um livro arrebatador, que consegue prender o leitor do início ao fim pela agilidade da escrita e pela forma como tudo é relatado, mostrando simplicidade gramatical e retratando o que uma pessoa vai pensando ao longo de determinados momentos marcantes das suas vivências. 

Como é que uma despedida de solteira poderá levar a um desaparecimento? Uma boa questão numa história bem contada e com todos os pormenores a serem descritos, levando a que de um momento para o outro os suspeitos possam ser todos os presentes no local mas também alguém que surge de fora. As suspeitas, as confidências, as verdades e mentiras, contradições e omissões, esquecimentos e necessidades. Conseguirá a verdade vir ao de cima num enredo recheado de suspense ou ficará tudo em aberto até ao momento final?