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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

Atual leitura... Tempo de Partir

26.01.16Publicado por O Informador

Há uns dias lancei o desafio para me ajudarem a escolher a próxima leitura, agora que a vou iniciar tenho de revelar a vossa preferência dentro do lote disponível!

Eis que foi a obra de Jodi Picoult, Tempo de Partir, a ganhar a corrida entre as onze obras disponíveis no momento para poderem ser eleitas como a próxima leitura. Confesso que nunca li nada da autora, mas por estes dias tenho ouvido e lido bons comentários acerca das suas obras, começando a ficar curioso com esta narrativa que alcançou o top do New York Times Bestseller. 

A Chave de Salomão

26.01.16Publicado por O Informador

AChaveDeSalomao.jpg

Autor: José Rodrigues dos Santos

Data: Outubro de 2014

Editora: Gradiva

Número de páginas: 624 páginas

Classificação: 2 em 5

 

Opinião:

Aprecio a escrita de José Rodrigues dos Santos, porém em A Chave de Salomão tudo vai decorrendo de forma empolgante mas com vários pontos bem negativos a decorrerem ao longo de todo o enredo criado pelo autor. Primeiro, já não existe paciência para as correrias de Tomás Noronha que parece viver em vinte e quatro horas o que só é possível em uma semana. Segundo, a junção entre ficção e história amorosa do protagonista com os dados científicos não conjuga em nada desta vez. Quando os dados físicos foram sendo explicados ao longo de vários capítulos, a maioria aliás, senti-me com vontade de seguir em frente e deixar as lições para trás das costas porque não me interessaram em nada. Certo que aprendi um pouco, mas esta não é de todo a minha praia no campo do interesse pelo desconhecido aos olhos de todos. 

Avanços e recuos em busca de uma descoberta que no final acaba por ser revelada de forma rápida, dando uma desculpa para tudo terminar com o casal amoroso junto como seria mais que previsível. Alguma novidade? Nada de nada! Este livro é teoricamente mais do mesmo dentro do estilo adoptado por José Rodrigues dos Santos para as histórias criadas para o seu protagonista preferido, aquele que não descola da cepa torta e que é chamado para todos os mistérios que existem para resolver dentro e fora de Portugal. 

Espero sinceramente que tão cedo o autor não volte a pensar numa trama deste estilo e se o fizer que remodele a vida de um homem sempre pronto para os outros e que parece não existir fora do meio da investigação. Não existem compromissos, não existes reuniões que não podem ser desmarcadas, não existem afazerem, tudo porque um telefone toca a apelar para que o Tomás comece a correr que nem um louco por corredores sem fim e salas sem aquecimento em busca de um mistério bem escondido nos confins do mundo. 

O pior livro de José Rodrigues dos Santos!