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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

Patrão aproveitador

O país está em crise e existe muita falta de emprego, contudo existem patrões que acham que podem abusar das pessoas só porque o país se encontra numa má situação.

Fui cortar o cabelo num centro comercial aqui perto e quando entrei percebi que a empregada que depois me atendeu estava a informar o patrão por telefone que se ia despedir. Ao longo do meu atendimento fomos falando e depois toquei no assunto porque gosto do trabalho daquela funcionária e se ela vai embora também começo a procurar outro espaço para cortar o meu cabelo. 

Conversamos e foi quando ela me disse para onde ia a convite dos próximos patrões e onde me contou o que se passa no espaço onde ainda trabalha. Durante três anos diz não ter gozado períodos de férias e que por semana só tem um dia de folga e mesmo isso nem sempre acontece porque lhe pedem para trabalhar mesmo nos dias de descanso. Foram três anos sem pausas prolongadas e onde pelas palavras da própria também a vida pessoal ficou prejudicada. Agora teve um convite e vai aproveitar para se livrar de horários loucos e de patrões bem exigentes e que fazem das pessoas escravas.

Estamos no século XXI e em Portugal! Vivemos num país que está mal com milhares de pessoas desempregadas, mas não é por isso que quem emprega pode achar que os outros se têm que submeter ao que querem e bem entendem. Já tinha percebido por outra funcionária daquele espaço que as coisas por ali não eram fáceis e que por isso também essa acabou por sair. Agora soube da história de mais uma e não voltarei tão cedo aquele local, ainda para mais porque sei para onde esta que me revelou a sua história vai trabalhar!

As pessoas sujeitam-se durante algum tempo a estas coisas, mas é certo que não conseguem aguentar muito tempo porque a vida além do trabalho também existe e mentalmente não vivemos só para ganhar dinheiro e estarmos fechados num espaço a servir os outros!

«Na minha panela não entra»... Enfim!

http://www.youtube.com/watch?v=uGMqVJji_nY

A cantora Rosinha acaba de lançar uma nova canção e o que esperar depois de vários temas ao estilo Quim Barreiros, mas no feminino?! Salvem-nos!

«Na minha panela não entra...» o quê? Pois, uma colher qualquer, claro está! Já andavam a pensar outras coisas, não é verdade? Estas músicas pimba são tão manhosas que sei lá!

Um tema bem certeiro para o tipo de público que a Rosinha tem e que vai ser um sucesso este Verão pelas festas populares deste nosso país! Depois este vídeo de apresentação em pleno centro de Lisboa e com umas meninas a dançarem para alegrar as vistas aos senhores condutores... Enfim!

Ninguém gosta deste estilo da apelidada de música popular portuguesa, mas o que é certo é que depois todos as sabemos de cor! «Na minha panela não entra» já chegou e já anda por aí a chamar pelas colheres de pau!

Carro não pegou

Acordo e despacho-me para ir trabalhar! Saio de casa e vou até ao carro para começar a viagem! Puff! O carro não pegou e tudo poderia ter desmoronado!

Pois é, o carro não pegou, mas felizmente tinha uma segunda solução para poder ir trabalhar e deixar a avaria para trás. Voltei a casa, perguntei ao meu pai se precisava do carro dele para as próximas horas... Precisava! Esperei por ele e lá fui de boleia para o trabalho!

Há tarde quando voltei para casa, de novo de boleia com o pai, já o carro tinha uma bateria nova e estava pronto para fazer milhares de quilómetros! Uma pequena aventura matinal, mas logo com uma solução por perto! E tudo acabou bem e ficou resolvido no mesmo dia, felizmente!

Igualdade na diferença

«Dizem que para sermos iguais, temos de ter pensamentos iguais. Mas é a diferença que nos completa.»

São os opostos que se atraem por pensarem de formas diferentes e se completarem assim, não percebo a razão das pessoas dizerem «ah e tal são tão parecidos e estão sempre de acordo». Será que quem diz isso acredita mesmo no que diz ou é só para fazer o género e ficar bem na fotografia?

Quem pensa e quer seguir um caminho muito provavelmente não vai procurar uma pessoa com as mesmas expetativas de futuro e com a mesma rota. Que monotonia seria ter ao nosso lado uma pessoa que pensa como eu e estaria sempre de acordo comigo sem me desafiar a fazer novas coisas que possa não gostar mas para satisfazer o outro.

É por sermos diferentes que conseguimos viver em boa harmonia com os outros e quem se assemelha demais comigo, geralmente, não nos damos bem e entramos em conflito por pensarmos e querermos o mesmo. Ser parecido mentalmente com alguém não é a perfeição mas sim o seu contrário porque é com a diferença que se constrói um futuro melhor através da aprendizagem e não com a paragem no tempo.

Não quero ser igual e pensar da mesma forma, quero ser diferente dos outros para me estimular. Pode ser?

Como me custa acordar!

Todos os dias em que vou trabalhar é a mesma coisa de manhã... Acordo com mau humor e os primeiros minutos são bem complicados! Não consigo explicar, mas o que é certo é que faço um grande esforço para me levantar e ir trabalhar. Nos outros dias acordar cedo para andar a deambular pela casa ou pela rua já é outra conversa!

É fatal e já sei que quando é dia de ir trabalhar, os momentos que dividem o estado de dormir e o de acordar são fatais! Abrindo os olhos e pensando que é dia de trabalho fico logo com uma moleza descomunal como se me tivessem dado uma má notícia logo de manhã e a tivesse que enfrentar de frente. Pensar que estou a acordar para me despachar em poucos minutos para me começar a encaminhar para oito horas de trabalho deixa-me num estado de «não me chateiem, pode ser?». Fico em modo off e quanto menos falar naqueles primeiros minutos melhor é para mim e para os outros que se têm que cruzar comigo nas primeiras horas da manhã.

Quando acordo e sei que é dia de folga, e mesmo que acorde à mesma hora que o normal, aí já a conversa é outra. Abro os olhos, penso que tenho um dia pela frente para mim e fico bem. Levanto-me com bom humor e vou à minha vida como se o mundo fosse um arco-íris encantado.

Ir trabalhar logo de manhã estraga todo o meu dia! Será que se tivesse um emprego onde entrasse mais tarde andaria de melhor com a vida? Eu acho que sim, mas depois iriam existir outras coisas para me irritarem, nesse caso por sair mais tarde! Acho que só devia ir trabalhar quando acordasse sem o despertar se intrometer na minha vida, porque assim dormia o que o corpo necessitava e deveria ficar muito melhor para enfrentar o dia!

Amizade

Pode ser que um dia nos afastemos...Mas, se formos amigos de verdade,A amizade nos reaproximará.

Albert Einstein

A amizade não é um sentimento fácil de se conquistar como muitas pessoas o afirmam. Eu tenho os meus verdadeiros amigos de quem não quero nada afastar-me por nenhum motivo. Mas caso isso um dia aconteça, Albert Einstein afirmou o que o meu coração sente!

Meus meninos do coração com quem partilho as minhas aventuras, vocês sabem quem são e o que significam para mim. Não me fujam, mas se isso acontecer eu estarei sempre aqui à vossa espera como sei que o contrário acontecerá!

A Granta chegou e esgotou

Tanta expectativa para ir comprar a Granta Portugal assim que ela saísse para as livrarias nacionais e eis que num ápice ela esgotou e eu fiquei sem a minha. Pelo que parece a primeira edição da revista contou com dois mil exemplares que foram distribuídos por todo o país depois de terem sido retirados deste número as reservas de quem já assinou a publicação. Eu como quero primeiro ver e depois assinar as próximas, esperei e cheguei às livrarias e... Puff! Ela fugiu de todo o lado antes que chegasse até si!

Agora tenho que esperar que a Tinta da China lance a segunda edição da Granta Portugal para o mercado para ver se eu consigo agarrar a minha! Quem já tem a sua tem falado maravilhas deste primeiro número e eu quero ver e sentir nas minhas mãos este apetrecho literário. Corri por Fnac's e Bertrand's e não encontrei a minha Granta, agora vou esperar que venham os novos exemplares para ir buscar o meu!

Enfim... Clix

Existem pessoas pelo mundo da blogosfera que não devem ter consciência das coisas e que se acham os maiores só porque são casados com talvez a bloguista mais conhecida do país, achando assim que também são bons!

Há uns dias existiram algumas mudanças de endereços de alguns blogues conhecidos devido às pipocas, mas existem coisas que se devem evitar dizer, mesmo que o egocentrismo nos peça, fica mal revelar tais pensamentos.

Então não é que os desarrumados saíram do mundo dos blogues do portal Clix e endereçaram-se para outro lado... Agora afirmam que foi graças a si que o Clix se tornou uma referência neste mundo! Desculpe?!

Sem dúvida, todas as pessoas que têm blogues mudaram-se para a Clix só porque eles estavam lá e porque mostravam que assim o portal era de confiança para lançar uma página pessoal. Menos sim? O senhor só é conhecido por ser casado com a pipoca e nada mais e agora afirma quase que os blogues do Clix só são conhecidos por sua causa.

Enfim, a isto chama-se mesmo de egocentrismo e falta de visão! Se não fosse a pipoca a arrumar as ideias queria ver o que seria com tanta desarrumação!

Splash! sem Júlia e Unas

Splash! Celebridades é um formato que para mim não tem interesse porque passar um serão inteiro a ver famosos a contarem como foi a sua semana ao longo de quinze minutos e depois darem um salto de um minuto para uma piscina não me fascina, mas não critico o programa por existir e por ter sido trazido para o nosso país pela SIC. O que quero comentar é o facto de Júlia Pinheiro e Rui Unas não se encaixarem com este formato como uma dupla de apresentadores mais novos o poderia fazer!

Júlia Pinheiro já não tem trinta anos e na minha visão sobre o mundo televisivo esta grande aposta do canal deveria ter como apresentador principal outra pessoa mais nova que a Querida Júlia! Não que ela esteja mal na sua condução, no entanto saltos para uma piscina e Júlia não combinam! E depois a escolha de Rui Unas... Enfim! Enfim!

Para mim e dentro do lote de apresentadores e humoristas que existem dentro do universo SIC, César Mourão seria a aposta certeira para este formato como apresentador principal. Sabe bem o que faz, tem o seu público, é um bom comunicador e tem a sua piada na altura certa! Este programa vive muito da imagem fantástica do mega estúdio e da performance dos concorrentes, mas a escolha dos apresentadores também devia ter sido outra e aí César Mourão e Ana Rita Clara faziam bem melhor o papel de anfitriões deste Splash! Celebridades!

Ele é o humor em pessoa e já provou que na apresentação também se sente em casa e está na altura de dar um outro salto. Ela há muito que brilha no universo SIC nos canais de cabo, mas precisa de mais, porque das novas apresentadoras da estação é a melhor e a que mais merece, mas não tem tido essa oportunidade! O Splash! Celebridades devia ser do César e da Ana Rita!

Big Brother Vip muito movimentado

Já muitos reality shows foram transmitidos pela televisão portuguesa, mas temos que admitir que nunca nenhum foi tão movimentado e frequentado como o Big Brother Vip está a ser.

Entraram os primeiros concorrentes de rajada na primeira gala, depois chegaram convidadas com o ignorar o óbvio. Uma banda filarmónica também por lá passou ao longo de uns minutos. Com as desistências entraram dois novos concorrentes, mas como ainda não chegava e a fila de espera era muita... Mais um concorrente entrou e sem aviso! No mesmo dia, a casa recebeu ainda sete rostos da TVI que foram para destabilizar os concorrentes! Pelo meio de tudo isto ainda houve espaço para os palhaços fazerem das suas numa visita relâmpago!

Mas que casa mais movimentada é aquela? É um entra e sai fenomenal em que todas as semanas entram pessoas de visita ou para ficarem e saem outras por vontade do público ou por vontade própria! Que Big Brother mais movimentado que estes Vips têm feito e parece que ainda não vão ficar por aqui!

A manipulação do jogo está ao rubro neste programa!

Os Artistas

«Os artistas possuem o direito alienável de escolher os seus próprios temas»

Barbara Kingsolver, A Lacuna

O verdadeiro artista é livre para fazer o que quer e da forma como quer! Este é o sentido literal da veia de artista que só os bons possuem. Quem sabe que é artista faz as suas obras da forma como quer e como bem entende sem se preocupar com as opiniões que lhe vão ser atiradas quando o trabalho é visto pelos outros. 

Só os artistas se acham doidos para escolherem os seus temas de trabalho, mas só mesmo estes artistas é que o podem fazer porque os outros que tentam dar nas vistas com trabalhos vendáveis não vão conseguir atingir o patamar artístico mais elevado porque fazem o trabalho a pensar nos outros e não nos seus desejos e anseios.

Ser artista, seja de que área for, é sentir-se como um ser livre de criação e pensamento sem se preocupar com os outros. Os criadores natos parecem loucos aos olhos da sociedade mas por viverem à sua maneira e fazerem o que querem, são os seres mais puros e dignos por não se deixarem regire pelos outros e pela forma conservadora em que se vive neste planeta feito de preconceitos.

Vou ler As raparigas que sonhavam ursos

as raparigasO meu novo companheiro de leitura foi comprado há dias por cinco euros e tem como título As raparigas que sonhavam ursos. Premiado na categoria de Romance em 2009 com o World Fantasy Award, esta obra da autoria de Margo Lanagan e publicada em Portugal pela Guerra & Paz, já me tinha piscado o olho em tempos, mas na altura deixei-a para trás. Agora trouxe-a comigo por menos dinheiro do que na época se o tivesse comprado e lá vou eu conhecer estas raparigas que sonham com coisas estranhas...

Sinopse:

Como sobreviver num mundo onde a beleza não pode ser separada da crueldade?

As Raparigas Que Sonhavam Ursos é uma história comovente de viagens e transformações, que oscila entre o masculino e o feminino, a realidade e o mito, a natureza e a magia, o consciente e o inconsciente, o temporal e o espiritual.

Liga vive modestamente no seu céu pessoal, que lhe foi dado por magia em troca da sua vida terrena. As suas duas filhas, a doce Branza e a curiosa Urdda, crescem neste mundo harmonioso, protegidas da violência e dos preconceitos da cidade que, outrora, tinham tornado a vida da mãe insuportável.

Mas o mundo verdadeiro não pode ser negado para sempre e, gradualmente, as fronteiras entre o refúgio de Liga e o lugar de onde ela tinha fugido vão cedendo. 

Num romance de grande intensidade emocional, Margo Lanagan explora a maldade e a doçura e revela a magia de aprender a viver com as duas.

Não costumo ler nada, ou se o faço é porque calhou, sobre os livros que vou comprar ou ler, mas com este, e já depois de o ter comigo, andei pelo mundo dos blogues de quem já o leu e parece que tenho em mãos uma grande história. A ver vamos como As raparigas que sonhavam ursos me vai conquistar!

Vejo um rapaz que morde as unhas e sangra tinta

«Vejo um rapaz que morde as unhas e sangra tinta»

Barbara Kingsolver, em A Lacuna

Um bom escritor não o é pelo número de vendas que faz anualmente ou por fazer mais presenças junto do seu público, não sendo a quantidade de venda que define o bom do mau, mas sim a qualidade que na maioria dos casos não é valorizada. Um bom escritor não se valoriza a sim mesmo, trabalha arduamente para ter uma obra com que se identifique e morde as unhas para sangrar tinta sempre que a sua criação não está a seguir o caminho desejado. 

Na literatura existe notoriamente o que acontece em tudo na vida. Os bons com sucesso, os bons sem sucesso e os maus que triunfam ou ficam logo pelo caminho. Na maioria dos casos e a longo prazo, só quem realmente tem queda para as coisas consegue permanecer intocável e vai continuando a somar sucessos que os fazem crescer consoante os anos de carreira. Mas os bons autores só o são através de muita luta interior onde a crença de que se consegue fazer melhor do que o passado e para seu próprio bem os leva a conseguirem ultrapassar-se a si próprios.

Acredito que na literatura os bons são os que depois de anos de carreira a escrevem para si, mas mostrando aos outros o seu trabalho, já não se têm que preocupar com o que o público vai pensar das suas novas criações. Quem gosta de escrever por amor não o faz a pensar em quem lê, mas sim nos seus atuais sentimentos e ambições.

Um autor que será reconhecido após a sua morte e não daqueles que escrevem e escrevem e que não deixam obra feita faz tudo com gosto pelas letras e pela imaginação e não a pensar na sua economia. Os bons que sangram tinta não existem assim tanto por aí neste mundo que é cada vez mais feito a pensar no presente e no salva-se quem puder diário, deixando as coisas bem criadas para outros prismas.

Hoje faz-se tudo para se sobreviver e a pensar se a sociedade vai ou não gostar do que está a ser planeado e preparado, fazendo com que o rigor e qualidade deixem a desejar face a outros tempos. Já não existem assim tantos rapazes que mordem as unhas e sangram tinta!

Sermão

«Ninguém me encomendou o sermão, mas precisava de desabafar publicamente.»

Miguel Torga

Existem alturas em que não nos conseguimos controlar e temos que desabafar junto e para os outros. Miguel Torga afirmou isso mesmo em 1993 num discurso que fez sobre o estado político do nosso país na altura. Agora não estamos numa situação nada melhor e continuamos a querer dar o sermão a quem de direito publicamente. 

Políticas à parte, nós, os seres humanos não possuímos um saco de paciência como poderia ser pretendido. Vamos acumulando tensões e mais tensões até que os nossos desabafos saltam para fora da nossa mente e afectam os outros, seja de que maneira for.

Por vezes, quem acaba por levar com os nossos desabafos não tem culpa nenhuma, mas por ter sido «apanhado na curva» leva por tabela e com as nossas reacções espontâneas onde o sermão sai, ganha proporções e afecta os nossos queridos familiares, amigos ou colegas.

Quando o acumular de stress vai aumentado no nosso interior, chega a um ponto em que não é necessário nada para nos irritar a não ser a passagem de uma mosca e aí... Puff! Rebentamos com toda a situação, desabafamos de forma arisca com quem estiver nas nossas redondezas e o sermão fica dado aos peixes.

Percebo e sei que antes era mais de acumular os meus sentimentos, agora não os consigo guardar por tanto tempo e quando dou por isso já estou a disparar nas direcções certeiras. Tau! Tau! Tau! Assim o sermão sai logo sem ter que esperar pelo público que aplaude!

A Lacuna

A LacunaA Lacuna não é um livro, é algo mais que isso, e depois de ter estado várias semanas, para não dizer mesmo meses, pela prateleira da minha mesa-de-cabeceira à espera de ser lido, quando o puxei para me fazer companhia durante uns dias não sabia que me ia sentir tão bem ao ler esta obra de Barbara Kingsolver. A Lacuna é um dos melhores livros que li nos últimos tempos e embora a história pareça ser pesada, só posso dizer que o que é relatado entre a ficção e a realidade é algo de verdadeiramente arrebatador que conquista qualquer leitor sedento de boa informação e de um bom romance contado em jeito de diário.

Com Harrison Shepherd como protagonista e relator da sua história de vida onde as personagens históricas - Frida Kahlo, Diego Rivera e Trotsky - de quem pouco sabia, mas que fiquei a conhecer e com uma outra ótica das suas vidas, entrei no mundo mexicano ao longo dos anos 20.

A leitura de A Lacuna foi para mim como uma aprendizagem de uma parte da história do México e das figuras que marcaram as artes na altura. Com Shepherd conheci um jovem ambicioso e talentoso, mas que não existiu porque foi uma personagem criada pela autora, mas fiquei a saber como os artistas da época se sentiam e viviam para com a sociedade em guerra partidária.

Harrison Shepherd é um daqueles personagens que aparecem uma vez na carreira do seu criador e conquista quem o acolhe de uma maneira soberba. Eu tenho que confessar que tenho vários elementos que me ligam a esta criação, pela força que fui vendo, pelas opções que foram tomadas, pela energia e pelo acreditar que tudo pode mudar e que vai ser tudo tão bom um dia, quando se conseguirem conquistar vários objetivos ao longo do nosso percurso na terra. Com Harrison percebi que lá atrás na história os apelidados de artistas também sofriam com as suas opções e pelos caminhos que optavam por seguir, mas no fim percebi que quando muito se quer, consegue-se, nem que para isso se tenha que alterar o rumo previamente traçado e que se tenha que começar tudo de novo.

Este livro é o relato de uma época e de pessoas que o tempo foi transformando e empurrando para outras situações e por vezes é com a solidão que se percebe na perfeição de quem somos e com que sonhamos.

Tal como diz no comentário feito pelo jornal Independent que vem em destaque na capa desta edição do Clube do Autor, «De vez em quando lemos um livro que faz com que tudo o resto pareça pouco importante - é o caso deste romance.»

Sinopse

México, 1935. Harrison Shepherd trabalha em casa do muralista Diego Rivera e da sua mulher, Frida Kahlo, com quem estabelece uma amizade profunda e duradoura. Por vezes cozinheiro, outras vezes secretário, mas sempre observador, o jovem regista todas as suas experiências em diários e cadernos. Quando o líder bolchevique Trotsky se refugia em casa dos artistas, Shepherd vê-se inadvertidamente impelido por ele e o seu objectivo de levar uma vida invisível fica pelo caminho. Mais tarde, de volta aos Estados Unidos, onde nasceu, Shepherd acredita que se pode recriar e reclamar a sua própria voz enquanto autor de romances históricos. Inesperadamente, vê-se vítima de um rumor, numa época dominada pela "caça às bruxas", que pode colocar a sua vida em risco… Um poderoso e importante romance acerca da identidade, da nossa ligação ao passado e do poder criativo e destrutivo das palavras. Ganhou o Orange Prize for Fiction.

Harrison Shepherd foi relatando a sua vida em cadernos de vários formatos e feitios, eu tenho feito o mesmo por aqui com O Informador. Será que um dia conseguirei escrever um livro de sucesso como esta personagem da ficção? Eu queria muito!

Lasanha do Lidl

Já comi muita lasanha bolonhesa na minha vida e gosto, mas tenho que confessar que não existe nenhuma tão boa como a do Lidl!

A lasanha que é comercializada neste grupo de supermercados é a melhor que anda por aí no mercado e nem mesmo em restaurantes já comi uma tão saborosa como esta de que falo. Deverá existir uma medida exacta de um dos ingredientes para que exista toda a diferença entre a lasanha do Lidl e as outras. O queijo e a carne derretem-se na minha boca porque fazem parte de um composto bem apetitoso! 

Hum, que boa que é esta lasanha! Mesmo nas semanas em que se falou que alguma comida deste tipo andava a ser falsificada com outro tipo de carne eu continuei a comer porque gosto e não ia deixar de gostar por pensar que a carne que nela vinha poderia não ser a desejada.

A lasanha pré-preparada do Lidl é um dos pratos que me podem oferecer a qualquer hora porque adoro e nunca digo que não! Já estou com água na boca e recomendo a quem nunca provou esta maravilha que o faça!

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