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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

Juntos por Todos - 760 200 200

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Após os incidentes na zona de Pedrógrão Grande onde dezenas de pessoas perderam a vida ao fugirem das chamas e centenas de famílias viram as suas casas e bens serem destruídos, os artistas, as rádios e as televisões nacionais uniram-se em torno de uma missão. Juntos por Todos será a homenagem às vítimas dos incêndios e que irá juntar vinte e cinco artistas em palco, vários rostos dos principais canais televisivos e centenas de personalidades num só espaço para ao lado do público unirem esforços no sentido de ajudar quem mais precisa neste momento. 

Hoje, Terça-feira, 27 de Junho de 2017, no MEO Arena, em Lisboa, todas as receitas que forem feitas através do espetáculo Juntos por Todos no recinto com os bilhetes para poderem assistir no local já todos vendidos, existindo bilhetes solidários para quem quer contribuir e ver em casa, sendo que também é possível ligar para o número 760 200 200, que já se encontra disponível para ajudar e sem que o valor do IVA seja cobrado, uma medida logo colocada em prática pelo Governo excecionalmente para esta situação. As receitas irão reverter a favor da União das Misericórdias que depois terá o poder de o atribuir a quem mais precisa pela zona dos fatídicos incêndios. 

64 mortos e mais de 200 feridos num dos maiores acidentes que Portugal já assistiu e que acaba por ser motivo para por uma vez todos se juntarem em torno de uma causa. O evento Juntos por Todos será transmitido em simultâneo pela RTP, SIC e TVI e por várias das rádios nacionais, sendo a primeira vez que televisões e rádios garantem uma cobertura conjunta de um espetáculo. 

Quem também deu as mãos neste momento foram as editoras Sony Music Portugal, Universal Music Portugal, Valentim de Carvalho e Warner Music Portugal que ao lado das promotoras Sons em Trânsito e Nação Valente, juntam no palco do MEO Arena vários dos seus artistas. Salvador Sobral, Ana Malhoa, David Fonseca, Paulo Gonzo, D.A.M.A., Carminho, Raquel Tavares e Diogo Piçarra são alguns dos cantores que irão abrilhantar esta noite mágica e de união. 

Desempregados sem Apoio

Fiquei desempregado a meio de Março, só consegui dar entrada como desempregado no Instituto do Emprego e Formação Profissional já passava do meio de Abril e recebi o primeiro subsídio em Maio. Entre tudo isto passaram praticamente dois meses mas isto foi ultrapassável, o que não percebo é a falta de cuidado para com as pessoas que estão desempregadas. 

Neste espaço de tempo, falo principalmente no mês e uma semana em que estive inscrito no Instituto do Emprego e Formação Profissional, não fui chamado uma única vez para uma reunião. Sei que existe uma chamada para nos explicarem os deveres e funções do desempregado e que existe uma outra chamada para perceberem se o desempregado quer iniciar alguma formação. No meu caso isso não aconteceu, não tendo sido contactado para nada nem sido informado de forma oficial sobre o que deveria fazer ao longo do tempo em que estivesse desempregado. O que soube foi pelos colegas que estavam no mesmo processo e que por outros concelhos do país tiveram as ditas reuniões e têm sido chamados pelo instituto público para irem a entrevistas e escolherem formações para fazer.

Não senti qualquer interesse por parte do Estado em me incentivar a procurar emprego e muito menos qualquer auxílio para isso acontecer, detetando uma grande falha nesse sentido. Se existe desemprego e se a intenção é continuarem a baixar o número de desempregados do país porque não tomam medidas e atuam mais junto das pessoas e das empresas para que tal seja possível?

Felizmente e porque em poucas semanas me fartei de estar parado, iniciei o processo de envio de curriculum vitae através de vários anúncios que fui encontrando pelo SapoEmprego, pelo JobRapido e pelo NetEmprego, mas nada com indicações oficiais da entidade que deve ajudar quem está no desemprego a procurar vagas para se iniciar o processo de entrevistas até que se seja selecionado.

Não senti o apoio necessário por parte do Instituto do Emprego e Formação Profissional que tem o dever e a obrigação de estar em cima de quem está sem emprego para os auxiliar num regresso ao mercado de trabalho o quanto mais cedo possível. É por estas coisas que existe muito boa gente a receber subsídios meses a fio por a ação social não estar a funcionar nas melhores condições.

Atual leitura... A Filha Estrangeira [Najat El Hachmi]

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Uma história de contrariedades pessoais entre o passado e o futuro reflete-se na história de uma jovem que nasceu em Marrocos e foi criada pela Catalunha, existindo agora a balança entre continuar onde está ou procurar as suas origens. Este é o segundo romance de Najat El Hachmi, a autora que venceu com a sua obra de estreia, L'Últim Patriarca, o prémio Ramon Llull em 2007.

A Filha Estrangeira será assim a minha atual leitura pelos próximos dias e espero que me conquiste tanto como outras obras do género há uns anos atrás. Para já vou um pouco às escuras para o início da leitura deste romance, já que a sinopse não revela muito do que há para descobrir ao longo das mais de duzentas páginas. 

Pecados da Igreja [Secundino Cunha]

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Autor: Secundino Cunha

Editora: Saída de Emergência

Edição: 1ª Edição

Lançamento: Abril de 2017

Páginas: 256

ISBN: 978-989-773-020-7

Classificação: 2 em 5

 

Sinopse: O pecado é tão antigo quanto a Igreja pois esta é feita de homens com as mesmas tentações e fraquezas de todos os outros. E a Igreja Portuguesa não é exceção.

Com um estilo ligeiro mas sustentado numa investigação meticulosa, Secundino Cunha revela-nos os acontecimentos que marcaram negativamente a Igreja portuguesa nos últimos 20 anos, abalando populações e incendiando o país.

Casos de padres que cederam à tentação do amor, narrativas de desventuras e vinganças, histórias de revoltas populares e fugas atribuladas por paixão que deram origem a calvários sem fim. E, claro, não poderiam faltar os famosos contos do vigário.

Venha descobrir e deleitar-se com uma Igreja Católica Portuguesa que nunca imaginou, e os desafios diários que ela enfrenta na luta eterna entre a virtude e o pecado.

 

Opinião: «O santo filósofo explica que os sete pecados capitais (soberba, avareza, luxúria, ira, gula, inveja, preguiça) não foram escolhidos pelo seu valor intrínseco, mas pelo facto de serem eficazes detonadores da prática das mais torpes maldades». É assim que se dá a forma introdutória do livro Pecados da Igreja, da autoria de Secundino Cunha, onde os pecados protagonizados por homens e mulheres que defendem e são os responsáveis pela comunhão entre a sociedade e a crença estão em destaque. 

Recorrendo a histórias reais, verdadeiras e nacionais, este livro faz uma análise sobre as notícias que ao longo das últimas décadas foram surgindo sobre os pecadores no seio da igreja. Pessoas que se formam para defender e transmitirem aos outros ideias e que se deixam levar por maus hábitos ou por tentações pelas quais deveriam estar afastados e preparados para não cederem.

Se um padre viu a sua vida ser alterada quando se apaixonou por uma jovem que o acompanhou até ao mundo da droga, outros há que conseguiram aguentar uma família em segredo durante anos até que decidiram deixar o seu lugar na igreja para viverem livremente com os seus sentimentos, tendo até que recorrer por vezes em alguns casos a fugas amorosas para alterar todo o rumo de uma história que poderia não ter acabado da melhor maneira. Se uns vivem de amores nem sempre positivos, outros há que se deixam levar pelo luxo, pedindo a católicos ajudas para a comunidade religiosa para fazerem uso desses lucros em compras de veículos topo de gama, férias em verdadeiros paraísos, noites de arromba e uma vida de ostentação, o que sempre levanta suspeitas. E como a falsidade também existe, não é que já existiu quem se tenha feito passar por padre ao longo de anos, em várias paróquias, sendo acarinhado por milhares de cristãos até ser descoberto nas próprias malhas do seu crime? E o que dizer do suposto colecionador de armas que era mais traficante que outra coisa, mas como os padres têm sempre uma boa imagem junto da população, todos acharam que as investigações não estariam corretas. Existem pois padres que recorrem aos serviços da prostituição para se sentirem de certo modo homens, só que as coisas nem sempre correm bem e mais cedo ou mais tarde são apanhados ou chantageados. O que considero o maior pecado de todas estas histórias contadas por este livro é a pedofilia na igreja e olhem que esta obra reconta vários casos de outrora, casos esses que foram por vezes ocultados pela igreja para que não se criasse grande alarido em torno do assunto, para mais com o que aconteceu há uns anos mesmo no centro do Vaticano. Prostituição, pedofilia, abusos e como não podia escapar encontramos as festas e saunas gay onde muitos padres para não darem nas vistas em Portugal recorrem a terras vizinhas para se satisfazerem. Se uns há que se protegem pelos seus pecados, outros há que se vingam dos colegas do lado, nem que para isso tenham de criar e inventar situações para terminarem com a carreira de quem menos gostam.

Vencedores de Mais Respeito Que Sou Tua Mãe [25-06-2017]

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Joaquim Monchique enche as salas de espetáculos por onde passa e ao celebrar os seus 30 anos de carreira, o ator resolveu recuperar alguns dos seus êxitos do passado para os voltar a apresentar ao público que tem seguido o seu trabalho. Após uma temporada de sucesso no Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa, que termina este fim-de-semana, o espetáculo Mais Respeito Que Sou Tua Mãe não perderá o contacto com o público e logo a partir de dia 30 iniciará uma nova temporada pelo Teatro Villaret.

Como o que é bom é para ser visto até ao final e porque uma temporada agora termina para logo começar outro, tivemos três convites duplos para oferecer aos leitores do blog. A Marina Frias, a Maria Baião e a Paula Carvalho foram as vencedores dos bilhetes e irão ser contactadas para saberem como proceder para que o levantamento do seu prémio aconteça nas melhores condições!

A ministra que não se demita!

Primeiro tudo ficou aflito por causa dos incêndios e da tragédia de Pedrógão Grande, mas mal as coisas acalmaram por um dia e eis que os partidos políticos de direita logo começaram a atirar pedras à Ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa. Existia mesmo necessidade de nem deixarem arrefecer as coisas para pedirem a demissão de uma pessoa que herdou pesos do passado de outras legislaturas partidárias que agora são os opositores que lançam as questões e atiram a passadeira contra uma mulher que apanhou a situação mais complicada de todos os tempos no que toca a tragédias nacionais a envolverem incêndios?

Constança Urbano de Sousa é simplesmente a Ministra da Administração Interna numa altura devastadora, mas se fosse outra pessoa tudo seria igual porque só quando os problemas acontecem é que se percebem os verdadeiros erros e os que se encontram do outro lado da barricada esquecem-se de olhar para trás para perceberem que nada fizeram também para alteraram a situação atual das florestas nacionais, dos bombeiros e das forças de segurança e protecção civil para que tudo tivesse tido uma melhor coordenação. 

A atual Ministra não errou sozinha, todos os que estiveram no seu lugar nada fizeram e agora queriam que tudo fosse alterado em ano e meio só porque esta tragédia de maior envergadura aconteceu? Não faz sentido sequer falar-se em demissão de uma pessoa que tem atuado, que reagiu de imediato, acompanhou a situação no local e fez, pelo menos quero acreditar que sim, tudo o que estava ao seu alcance e achou correto ser feito naqueles dias de caos e complicações que colocaram um país em estado de alerta total. 

Vencedores de Dois Homens Completamente Nus [23/24-06-2017]

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Dois Homens Completamente Nus é daqueles espetáculos que do início ao fim arrancam gargalhadas ao público graças às peripécias que se vão passando dentro de uma casa que parece esconder certos segredos privados de cada um dos intervenientes. Com Miguel Guilherme, Jorge Mourato, Sandra Faleiro e Susana Blazer em palco, o quarteto de atores dá vida a divertidas personagens que de comédia pouco gostam, mas que as suas vidas dão boas gargalhadas, lá disso não existem dúvidas. 

De Quinta a Sábado pelas 21h30 e aos Domingos pelas 16h30, no Teatro Villaret, esta produção encontra-se à meses em cena e despede-se pelo próximo fim-de-semana dos palcos, pelo menos para já. Por aqui e com o apoio da Força de Produção foi lançado passatempo junto dos leitores com a finalidade de oferecer três convites duplos para a sessão de Sexta-feira, 23, e outros três para Sábado, 24. Agora é o momento de contactar a Vanda Imperial, Cristina Mendes e o Roberto Moreno que irão assistir à sessão de Sexta-feira e o André Oliveira, a Raquel Gonçalves e a Cristina Nascimento que foram os selecionados para Sábado.

O Principezinho [Byfurcação]

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Antoine de Saint-Exupéry criou O Principezinho que tem sido literatura aconselhada pelos anos de escolaridade com um texto já tantas vezes representado mundialmente. A Byfurcação Teatro que não gosta de se ficar por simples textos em locais diferentes para serem representados convida agora o seu público para no Parque da Liberdade, em Sintra, assistirem a um espetáculo célebre ao ar livre.

Com uma adaptação próxima do texto original e com a escadaria do local a ser recurso para esta representação de O Principezinho, esta produção virada para os mais novos convida o público de todas as idades a assistir à aventura do jovem sonhador pelos planetas que ficam na proximidade do seu. Em busca de encontrar seres parecidos consigo e com a intenção de mostrar aos outros que o bem e a estabilidade depende do interior da pessoa, O Principezinho é daqueles textos de reflexão sobre o encontro e entrega intima de cada um aos seus objetivos. A felicidade afinal de contas parte da necessidade de nos rodearmos de bens materiais ou por conseguirmos dar valor a simples pormenores e situações que deverão ser cuidadas para que subsistam na vida, longe das guerras e ambições do Mundo? Para que serve ter um reino sem ninguém para ser governado? Valerá a pena andar constantemente a fazer contas se depois não conseguimos tirar partido da quantidade de bens que vamos amontoado? No trabalho é importante querer sempre mais, caindo na exaustão para deixar a mente sôfrega e incapaz de respirar? E as corridas diárias entre os afazeres diurnos e as guerras noturnas valerão a pena?

As questões vão sendo colocadas ao longo de hora e meia de espetáculo onde de planeta em planeta O Principezinho vai viajando e conhecendo os seus solitários habitantes que todos os bens materiais e idílicos parecem querer ter para si mas que depois nem percebem a falta de carinho e dedicação a algo numa estrutura mental que não consegue ser valorizada contra os bens materiais que são uma constante da luta humana. Afinal de contas o que todos seremos neste planeta? Uns passageiros que têm de conviver, cuidar, amar e percorrer caminhos paralelos sem criar situações perpendiculares de contrassenso pessoal que nada oferece à felicidade intima de cada ser. 

O recurso constante à proteção e dedicação que o jovem rapaz tem para com a sua delicada flor de quatro espinhos e os três vulcões que fazem parte do seu planeta são o exemplo que com pouco se consegue ter muito. O tempo, o orgulho, os cuidados e sentimentos para com elementos naturais mas que fazem com que seja no interior de cada um que as situações se resolvam para que o espírito viva de bem com o que tem de importante de forma espiritual, não dando valor a bens que não passam de orgulho pessoal que nada importa porque nada de concreto faz do outro um ser melhor, sendo tudo provocado pela estabilidade interior para se poder seguir em frente e transmitir positividade a todos os que se vão cruzando connosco. 

Sensacionalismo por Pedrógão Grande

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Nos dias trágicos sobre o acidente de Pedrógão Grande e tudo o que tem surgido depois com uma imensa área territorial a arder, todos os meios de comunicação social viraram sensacionalistas. Acho que não é difícil perceber o que quero dizer já que os factos têm-se refletido pelas reportagens televisivas dos principais canais nacionais e seus parceiros de informação.  

Através da transmissão de imagens chocantes em direto os canais informativos tentaram criar impacto junto do espetador usando e abusando da tragédia de Pedrogão Grande que continua a devastar quilómetros de área onde não é só a mata que fica em cinzas. 

Portugal não está preparado para este tipo de situações e os meios de comunicação social ao apanharem um caso tão forte acabaram por usar e abusar da situação, criando um alarido onde vale tudo para se ser o melhor, para mostrar o que dá audiências, recorrendo a depoimentos de pessoas sensibilizadas e que perderam familiares e os seus bens, optando por mostrar corpos espalhados, feridos a serem socorridos, num autêntico cenário de guerra a ser mostrado em direto nos canais generalistas e informativos nacionais. 

Nos últimos anos assistiu-se a uma alteração no modo de se fazer notícia, tentou-se criar uma informação mais rigorosa que desse outra imagem ao que era feito e transmitido ao espetador, no entanto quando acontecimentos de maior envergadura aparecem, todos acabam por cair no erro do facilitismo com o impacto onde a situação leva a comportamentos controversos e onde os momentos sensíveis, tocantes e polémicos surgem através de profissionais que se desequilibram de um momento para o outro pela pressão de querer ser o melhor e reconhecido nos momentos de aflição. 

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